Entre um delírio e outro nos reconhecemos como nos anos
passados e ví em seus olhos a mesma centelha que guiou irmãos eleitos na saída
do mundo pueril.
Entre um espasmo e
outro senti novamente o vigor de suas mãos que tantas vezes acolheram dúvidas,
medos e incertezas com um apoio sincero.
Olhei seus lábios se movendo com angústia em um rosto transformado pela luta e pela força de continuar e entre palavras doloridas, balbuciadas com dificuldade, conversei com sua antiga alma, ainda intacta e confessei então todos os segredos que sabia sobre paz.
Não soltarei sua mão amigo querido, mestre que vai partindo, não esquecerei os seus olhos, não deixarei sozinhos os que ama.
Rezo pela paz no seu caminho e nos veremos de novo em outros corpos em outros tempos...