terça-feira, 30 de junho de 2015

Quando

Quando foi que o amor virou pesar? Quando foi que o companheirismo começou a sufocar e a amizade se transformou em um amontoado de cobranças? Quando foi mesmo o dia em que a saudade se transformou em alívio?
Quando foi que a leveza e a paz do silêncio foram rasgadas por um cotidiano estressante? Quando foi que um futuro incerto deixou de ser prazer para virar preocupação?  Quando foi que comecei a deixar de nos amar? Quando foi que os meus problemas e os seus problemas deixaram de fazer parte do mesmo mundo?

Quando foi que deixar tudo para trás e viver em um sítio no interior passou a dar mais medo do que desejo? Quando foi que meu egoísmo traiu seu sorriso? 

Quando foi que deixei de fazer sentir-se linda? Quando nosso calor definhou? Quando nossos bons momentos viraram raridade? Quando foi que nasceu a falta de desejo? Quando foi que pedir um favor deu medo? Quando percebemos que a estrada estava chegando ao fim ? Quando é que virou uma luta ao invés de uma dança?  Quando foi que nossas feridas desfiguraram nosso amor?

Quando foi que você deixou de ser uma das pessoas mais importantes e passou a fazer parte das pessoas com quem me machuquei para me distanciar? Quando foi que o amor se perdeu? Quando foi que nós deixamos o amor andando sozinho, chamando por nós, mostrando o caminho e corremos, cegos, à toda velocidade, para bater de cara em um muro?.

Quando foi que "você" e "eu" abandonamos "nós"? Quando foi?

domingo, 28 de junho de 2015

Quase extinto

Quem dirá da dor que tenho
Retira de mim todo receio
Que eu hoje sou caco
Retira esse pior lado
Que mesmo o mais sagrado
Foi arrancado e profanado
Que o salvador abandonado
Traga luz aos embotados
Que venha paz aos necessitados
E acalme corações mareados.

Quem dirá do que sinto
Logo eu, amor, não minto
Hoje, estou quase extinto.