quarta-feira, 19 de setembro de 2012

A beleza, que o coração vê


A beleza que o coração vê não está em rosto, peito, vulva ou bunda, não está nos olhos, nem entre paredes, não está ali ou aqui, não pesa a beleza que o coração vê.

A beleza que o coração vê é verbo não objeto. O coração conjuga.

Para nascer a beleza que o coração vê, é preciso sorrir, essa beleza pede muito conversar, divertir, dividir, acreditar, entregar, brincar, aprender, ensinar, gozar, cozinhar e acordar, libertar é necessário para ela respirar!

Precisa mais que muito combinar, ela precisa excitar sob certo olhar/ tocar e desmanchar sob o sussurrar. A beleza que o coração vê chora, por não se suportar e ela transborda, quase sempre em sorrisos banhados à alma.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

É tempo de voar



Vento bravio, já não vem tardio
Sussurro-te minha vontade em desafio
Humilde, à sua frente abandono todo brio
Voa-me a ela ao som de teu assobio

Voa, que já não é sem tempo
Infla-me as asas até meu alento
Voa ao destino de meu nascimento
Se brisa ou truculento põe-me movimento

Leva-me, à asa que falta
Já não voo de longa data
E essa distância arrebata
Suplico, não lhe faço bravata

Venta e pousa-me aos olhos dela
Que tudo o que desejo vive nela
Venta-me! Não crie mais querela
Apenas leva-me até a única ela

Carrega-me até o pequeno bem-te-vi
Que encontro-me em estado de frenesi
Saudoso doce de que nunca esqueci
Voa que sob a sombra de um oiti beijarei meu colibri



terça-feira, 22 de maio de 2012

O pequeno Colibri

Que bons ventos trazem você aqui pequeno Colibri? bem te vi e sorri, pousada na açucena fez arco íris de pena; que mais linda cena! Trança no ar a sua dança, brincando tal qual criança.

Quando não tinha desejo e não estava atento seu talento virou meu acalento e por contemplar seu sorriso esqueci onde piso, esqueci até o juízo.

Foram os ventos do destino que trouxeram você pra mim colibri? Beija tuas flores e voa, beija tuas flores enquanto me afeiçoa. Vem mais perto, me cativa,  se responsabiliza.

De onde vem, para onde vai? O tempo não importa agora que te vi, pequeno Colibri. Eu me encantei, não sei...engraçado, palavra que explica o que não pode ser explicado.

Teu voo coze em brando fogo a solução da sua e da minha morte: nossa simbiose. O presente, sem querer nenhuma sorte vive plenamente, eternamente e renascente em nós meu pequeno Colibri, agora que te vi posso novamente sorrir

sexta-feira, 9 de março de 2012

Chama



Chamava bruxuleante, inconstante, dissimulava a pagar. Sutil por sua beleza e seu iluminar de não revelar.

No jogo do seu lusco-fusco mente dissidente ao labrusco que se engana recorrente e perde o que traz em mente, incauto e inculto pretendente, entende:
 - Sê chama não é para te dar a tomar, mas queimar, observa a luz, meu fogo é arcabuz feroz, quando tocado é algoz, se não meu o teu.

Já não há lida que deixe-a partida. Alcança sua maior iluminação quando a chama atinge o coração, fica em paz e harmonia . .[sic] se apaga num instante, sem aviso nem magia.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

67 Anos


São vidas que simplesmente vêm e mudam os que vêem, deixam sua mensagem nos corações que pulsam. 

Vidas que vêm
Deixam em seu saber.
Nosso novo  viver
muda os que vêem

A força daquilo que fazem está em suas vidas, desistir não apenas deixa de ser possível com isso, como passa a ser o impensável desperdício de uma dádiva.
 
A Força do ser
Mistura-se com dádiva
O incontrolável arremeter
Fonte inegável que dá vida

Aos sonhos as suas histórias se misturam. Se negam a ceder e há quem diga que por isso quebraram, 
mas algo ... Não viva para que a sua presença seja notada, mas para que a sua falta seja sentida.

Algo sempre vai continuar, em nós.

Parabéns, o seu grito de unidade e liberdade ainda é ouvido

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O que dizê, vou explica pra você



Que encontremos na simplicidade nosso alento
Para que nada esteja além da compaixão
Nem os corpos e mentes atirados ao chão
Nem a lembrança do abandonado ao relento

Para não deixar o fogo que queima com indignação
Ser abafadoo por medo, violência ou coação?
Lembrar, o que na vida fica é o que motiva o caminhar
O medo que derruba é o mesmo que faz levantar

O sonho que dá saudade na manhã
É o vento derrubando; o aviso de Inhansã
É a lembrança dos que foram tratados como lixo
A história da maioria que daria um livro por dia sobre arte
                                                                                   Honestidade
                                                                                             E  sacrifício