sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O que dizê, vou explica pra você



Que encontremos na simplicidade nosso alento
Para que nada esteja além da compaixão
Nem os corpos e mentes atirados ao chão
Nem a lembrança do abandonado ao relento

Para não deixar o fogo que queima com indignação
Ser abafadoo por medo, violência ou coação?
Lembrar, o que na vida fica é o que motiva o caminhar
O medo que derruba é o mesmo que faz levantar

O sonho que dá saudade na manhã
É o vento derrubando; o aviso de Inhansã
É a lembrança dos que foram tratados como lixo
A história da maioria que daria um livro por dia sobre arte
                                                                                   Honestidade
                                                                                             E  sacrifício

Um comentário:

  1. "O medo que derruba é o mesmo que faz levantar.."
    Esta frase ficou ecoando na minha cabeça. Se eu a lesse há 1 ano atrás, não concordaria, acharia um absurdo. Mas eu caí, o medo me derrubou, me jogou no fundo do poço, com a cara na lama. Passei meses rolando nessa lama, fétida, sofrendo, dores e mais dores, na alma. As dores da alma não tem comparação com as dores do corpo. Afinal o remédio não está na farmácia, o remédio que nos oferecem da farmácia só disfarçam a dor, não a curam.
    Mas fui me cuidando, reaprendi a viver, parei de apenas sobreviver.
    Como?
    Aproximando-me daqueles que me amam e me afastando daqueles que nada acrescentavam na minha vida.
    Entendendo que certas coisas devemos deixar partir, porque outras muito melhores brotarão no lugar delas.
    E hoje estou aqui, me reconstruindo a partir dos destroços que o medo causou no meu ser.
    E só tenho a dizer: "Medo, muito obrigado!"

    Bjos da leitora, admiradora e amiga de jornada (distante fisicamente, mas de coração nunca).

    Sisil

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