sexta-feira, 22 de junho de 2012

É tempo de voar



Vento bravio, já não vem tardio
Sussurro-te minha vontade em desafio
Humilde, à sua frente abandono todo brio
Voa-me a ela ao som de teu assobio

Voa, que já não é sem tempo
Infla-me as asas até meu alento
Voa ao destino de meu nascimento
Se brisa ou truculento põe-me movimento

Leva-me, à asa que falta
Já não voo de longa data
E essa distância arrebata
Suplico, não lhe faço bravata

Venta e pousa-me aos olhos dela
Que tudo o que desejo vive nela
Venta-me! Não crie mais querela
Apenas leva-me até a única ela

Carrega-me até o pequeno bem-te-vi
Que encontro-me em estado de frenesi
Saudoso doce de que nunca esqueci
Voa que sob a sombra de um oiti beijarei meu colibri



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