Essa é a história de um menino que só existe na cabeça do
meu mundo, mas pode existir no seu se acreditar.
Da grande estrada ao longe
Veio em sua direção um viajante
De andar tranquilo e elegante
Sorriso largo, olhar penetrante
Seu caminho vinha de onde?
Tanta bagagem não esconde
Talvez reflexo de vitral
Talvez qualquer um vertical
Não dizia alguma diferença
Ou via nele sinal sepulcral
Faltava sexo cor e crença
Nesse viajante sem igual
Seu sorriso era máscara
Mas não por isso uma farsa
Ele dizia que assim que estava
Explicou a bagagem amarrada
Todas as máscaras guardadas
Cada uma era parte de estada
Uma canção virginal era entoada
Para a Bennu nele montada
Ela dizia da estrada estreitada
E de como tudo o que restava
Tinha sido a bagagem apertada
E a verdade ali empoleirada
E continuou o seu destino
Dividimos uma parte do caminho
Agora ja era dia amanhecido
A estrada não seria desatino
O viajante sob o Sol a pino
Era andante já sumido.
Nenhum comentário:
Postar um comentário